sexta-feira, 24 de dezembro de 2010


"O Cristo não pediu muita coisa, não exigiu que as pessoas escalassem o Everest ou fizessem grandes sacrifícios. Ele só pediu que amássemos uns aos outros."

Bom Natal!

domingo, 12 de dezembro de 2010


A gente perde e ganha pessoas o tempo inteiro. Perdemos por erros, ganhamos por acertos. Ou simplesmente perdemos e ganhamos porque tem que ser assim. A vida nos presenteia e tira um pouquinho de nós a cada dia que passa. Parei pra pensar na quantidade de pessoas que perdi e ganhei esse ano. E seja lá pela satisfação ou pela dor que senti, sou feliz por ainda ter a vida em movimento.

Boa semana!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Definições

Vivo questionando o fato do ser humano se definir. Seja lá através da internet ou por conversas altamente regadas de sofisticação, todos tentam, quase que em tempo integral, demonstrar o quão bom homem se é. O quão bom cidadão e pai de família se é. E o quanto a sociedade ganha por simplesmente tê-lo vivendo ali. As pessoas buscam por uma definição constante, uma vontade de expor o que se tem e valorizar o que se transmite. Acredito que uma discussão sobre caráter ou contribuições não seja uma boa maneira de se inicar uma amizade ou uma simples apresentação. Um assunto de tal nível deve ser tratado apenas naqueles momentos em que há a busca por uma conquista maior, uma entrevista de emprego ou um pedido de casamento. Antes de sabermos o quanto alguém contribui para a melhoria do mundo ou então para o crescimento geral de uma empresa, deveríamos procurar saber as menores coisas que aquela pessoa carrega consigo. Saber o que ninguém dá valor: o que ela gosta de fazer quando o sol se põe, o que ela pensa quando vai deitar, ou então as rasteiras que a vida já lhe deu. Os seus maiores sonhos e os maiores medos também fazem parte dessa lista. Eu escolheria falar sobre os sentimentos. Não sobre aquelas loucuras que assustam os receptores da mensagem. Mas os pequenos mesmo. As minorias que fazem parte do nosso dia-a-dia e que sequer percebemos. A saudade, eu deixaria por último. Falaria um pouco sobre as rosas, os livros, os cheiros marcantes, as almas caridosas e cheias de luz, e outras coisas românticas e minúsculas. Falaria também sobre as pessoas que causam felicidade sem saber. Que distribuem sorrisos e olhares compreesivos, e que simplesmente não tem idéia da imensidão do bem que fazem. Falaria sobre os tantos maravilhosos amigos que tenho, e o quanto sou grata a eles. Falaria sobre Deus. Sobre os pássaros. Sobre a timidez que todos os dias me impede de fazer algo que gostaria. Sobre o quanto sou feliz e boba. E também sobre o quanto a vida me presenteia, a cada dia que acordo.
Preguiçosa é o meu nome, Helen é só apelido. Muito prazer.

domingo, 21 de novembro de 2010

Com a alma


Com a alma se cria, se conversa. Com a alma se constrói expectativas e vontades irresistíveis. Se almeja abraçar o mundo e gritar a felicidade para quem quiser ouvir. E dividi-la com quem quiser sentir. Sinta. Divida.

Bom domingo!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Dias de Chuva

Hoje o dia amanheceu de forma diferente, o sol resolveu não dar as caras e os pássaros cantarolavam em leves tons de despedida. O clarão diário se escondeu por detrás de toda a chuva que resolveu cair de uma só vez, sem piedade. Os dias chuvosos trazem consigo uma nostalgia incomparável, e talvez seja por esse e por tantos outros motivos que as pessoas prefiram refletir - ou escrever uma crônica -, a qualquer outro tipo de afazer.
Portanto, é exatamente pelo dia chuvoso que eu prezo por menos. Por hoje torne as conversas menos revestidas de sofisticação e revoltas. Valorize um pouco menos a estética, as unhas feitas, e toda a beleza que vem se tornando, a cada dia que passa, uma obrigação. Valorize um pouco mais o cabelo desarrumado, a meia e o chinelo, e também o cansaço do fim do dia. Permita-se sentir. Sinta o cheiro da água na terra, a saudade de um amigo que mora longe, o gosto de uma comida que jamais tivera coragem de experimentar, pelo menos até hoje. Experimente. Como se fosse a última coisa que pudesse fazer. E não se arrependa caso não faça, a coragem é uma dádiva que se adquire com o tempo.
Busque por palavras doces, por abraços bem dados e beijos intermináveis. Perdoe. Perdoe como se pudesse salvar a vida de alguém, provavelmente a sua própria vida. E jamais relacione o perdão ao fracasso, nunca duas situações estiveram tão longe uma da outra. Reconheça esforços, e não meça-os quando o objetivo é fazer alguém mais feliz do que já se é. Agradeça ao padeiro, à moça da cantina, ao seu professor e ao colega de classe. Dê "bons dias" variados e de acordo com o seu humor, mas jamais deixe de dá-los às pessoas que realmente fazem a diferença.
Cante. Brinque. Valorize a vida. E jamais desacredite dela. Desacreditar é o caminho para o fracasso, que se encontra longe do perdão, longe das palavras doces, longe dos "bons dias" e de toda essa maravilhosa alegria que nos é dada a cada dia que abrimos os olhos e encaramos mais um dia, mesmo que seja ele chuvoso.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Dia das Crianças

Embora eu não tenha lá meus trinta anos de vivência, é inevitável que o dia de hoje se torne saudoso, em todos os sentidos. O dia das crianças traz uma alegria e uma simplicidade inquestionáveis, como se todos nós quiséssemos voltar a ser pequenas criaturinhas saltitantes com uma vida sem preocupações ou aborrecimentos. E essa vontade não está relacionada apenas aos mimos e presentes ganhos, mas também à idéia de poder deixar de lado determinadas responsabilidades.
Tornar-se responsável por suas próprias escolhas é uma tarefa árdua e diária. Nos acostumamos a ter sempre alguém ao nosso lado, dando palpites a todo instante e em qualquer situação. Nos primeiros anos de vida nossas mães escolhem basicamente o que somos, o que iremos vestir, comer, a que horas iremos sair, com quem iremos nos divertir, dentre tantas outras situações que me fogem a memória. Algum tempo depois nos tornamos responsáveis por decidir pequenos detalhes, como por exemplo, a vestimenta, a comida, e o falar. O falar de uma criança é, de fato, incontrolável pelas mães, e isso as deixa profundamente irritadas. E ainda que possamos escolher nossas roupas, o que é uma grande vitória para as crianças, nossos pais insistem em "dar pitaco" em todo o resto que achamos que podemos decidir, e, a partir dai, ficamos indignados com a idéia de que nossos criadores não confiam em nós e em toda a nossa responsabilidade aos oito anos de idade.
Passado a época de quase nenhuma preocupação, chega a tão esperada e temida adolescência. O ápice da loucura, do desenvolvimento, da euforia. Acreditamos e colocamos as mãos no fogo pelos nossos ideais – sem ouvir opiniões alheias -, que julgamos como fatos consumados. E a partir disso, nossos pais passam a não saber de mais nada. Não sabem o que é uma roupa “na moda”, uma comida gostosa, um cabelo legal. Eles não sabem... Nós que sabemos!
Os anos se passam, as velinhas se apagam, as responsabilidades crescem numa velocidade assustadora. E então percebemos o quanto era bom poder não escolher o que vestir, o que fazer, o que comer, mas aí já é tarde. A responsabilidade do amanhã ainda se encontra intacta: acordaremos, iremos estudar, trabalhar, crescer e nos tornar alguém que um dia poderá tomar decisões por uma outra criaturinha que precisará de nós. Feliz dia das crianças!