sábado, 18 de fevereiro de 2012

versos soltos

deu saudade vontade de ir embora de ficar aqui copo de coca-cola calor insuportável quatro dias de carnaval sem vontade de estar aqui tá acabando a temporada insipiração já foi embora sem querer paro por aqui ventilador ligado na cara televisão prega a ignorância eu preciso não estar aqui quero um som que tranquilize um olhar que diga mais bocas que falem menos fazer caridade também um copo d'água um dia de chuva paz conversa de botas batidas é a da vez sem pressa um livro novo aulas de teatro timidez zerada exercitar o riso alguns dias de férias estudar visitar vovó terça ou quarta não sei cuidar da gata cuidar de mim cuidar uma mesa de bar amigos por perto nada tá certo mas eu tô aqui e tô atrasada é a vida da gente

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012


Carnaval é época de gente feliz, extrovertida, despreocupada e, principalmente: GENTE SOLTEIRA. Começar um namoro numa data como essa é algo inaceitável, quase digno de julgamento e pesquisas policiais com o objetivo de saber o motivo pelo qual um ser humano que possui um cérebro e alguns bons hormônios espalhados pelo corpo pode iniciar um relacionamento justo nesse momento tão esperado por todos. Como será possível?

Pois bem. A maioria das pessoas que supervalorizam a cultura carnavalesca do nosso país (marchinhas, blocos, funk, mãos, beijos, gente desconhecida...) passam o ano inteiro reclamando por não ter alguém. Mas durante os quatro intermináveis dias de Carnaval, é um ORGULHO ser solteiro. É mais que um orgulho, eu diria. É um rótulo. Amigos solteiros: vamos comemorar. Amigos compromissados: a gente se vê daqui uma semana.

Perdoem a minha ignorância os adoradores dessa época, mas arrisco dizer que um amor bem resolvido e que acalenta a alma faria diminuir o som e perder a graça daquela música: "Sou praieiro, sou guerreiro, tô SOLTEIRO, quero mais o que?"
Eu quero bem mais que estar solteira, Jammil. Quero a sorte de um amor tranquilo, já dizia Cazuza, o maior dos rebeldes. Quero poder dar e receber afeto. Aprender a dividir. Quero danças mais leves. Estar tranquila espiritualmente. Quero ceder em nome do outro. E sentir que ele cede em meu nome também. Quero não precisar forçar a alegria. Estar calada sem culpa. Quero compreensão e espero compreender. Quero fazer o que der na telha sem precisar de quatro dias que me escondam.
Eu quero MUITO mais que estar solteira, Jammil.

sábado, 29 de outubro de 2011


É quando estamos longe que percebemos o tamanhão de todo o mal que podemos fazer, sem querer. Ser humano é egocêntrico por essência, instinto ou sei lá o que. Sorte que temos um coração que pode nos salvar.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Nada me encantou.

Fui pega falando essa frase para um querido amigo logo após a Bienal no Livro (10/09/2011): nada me encantou. Nunca fui (e creio estar bem longe de ser) uma criatura organizada. Acredito que na hora da escolha das minhas características, Deus disse: joga a organização fora. E não é que jogaram mesmo? Ô pai, reclama com eles lá de cima, ó. Não fui capaz de organizar uma listinha sequer com os livros que gostaria de comprar, que fariam meu coração sorrir após tantos desencontros. Contei apenas com a ajuda da memória, e a danadinha resolveu fazer as malas e ir embora logo naquela manhã... Sorte ou azar.
Andei por todos os lados, pavilhões azuis, verdes, laranjas... E nada fez meus olhos brilharem. Livros de romance, suspense, revistinhas de quadrinho (fala aí, Luizão!), e nada, nadinha me chamou atenção. A propósito, um dos únicos que me deixou com um certo indício de água na boca foi "Casamento aberto", uma história romântica de Nena O'Neill e George O'Neill que prioriza a valorização das amizades durante um casamento. Blé. Não me encantou. Lanchei, andei um pouco mais aqui e ali, encontrei amigos e, por fim, me rendi ao cansaço, deitei naquela maravilhosa grama e descansei embaixo do sol.
E então comecei a pensar no motivo pelo qual meu coração não acelerava, minhas veias não ficavam quentes, minha imaginação não fluia e minha curiosidade não dispertava, por nada. Não tinha motivo. Não tinha razão. Foi simples assim: o dia não estava encantador pra mim. E por isso eu não fui capaz de me encantar por nada. Vaidade dizer que não encontrei UM livro bom na Bienal, né? Tinham sim... E muitos. Mas nenhum que pudesse me confortar diante da situação que eu vivia, porque acredito que os livros sirvam também pra isso. Pra nos fazer companhia, nos mostrar que não estamos sós em meio aos problemas e que as palavras têm, sim, poderes mágicos. Cheguei em casa, olhei para o meu companheiro de cabeceira atual, que ainda não terminei de ler, e pensei: seu trabalho ainda não terminou



...e meu coração ainda não congelou. Obrigada!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Mentalizo



Parei pra pensar em tudo o que eu desejo pra você, pra sua família e pro seu coração. Parei pra pensar em todas as estradas cheias de luz e felicidade que enxergo pelo seu caminho daqui pra frente. Parei pra pensar em todos os seus sorrisos e o quanto sou feliz por eles ainda existirem e serem distribuídos pra outras pessoas. Parei pra pensar na felicidade e na sorte dos que te querem bem e têm você por perto, e fico feliz por eles. Parei pra pensar na sua saúde também, no quanto eu desejo que os seus planos saiam do papel. Parei pra pensar nos seus dias de impaciência e desejo que ela vá embora devagarzinho. Parei pra pensar na sua ternura e rezei pra que ela não fosse embora nunca. Parei pra pensar ontem, hoje e pra sempre.
Mentalizo bons sentimentos nesses dias, e sei que eles chegam até você. Sei também que você sabe que são meus, mas que jamais poderia demonstrar isso. Mentalizo, de longe, que você não se perca pelo meio do caminho, e caso aconteça, que encontre a motivação necessária pra se achar de novo. Mentalizo que você nunca deixe de lado a sua vontade de fazer o bem, afinal, esse é o motivo pelo qual tantos se apaixonam pelo seu coração. Mentalizo que todos os dias quando acordar você pense que tem um bocado que gente que depende de você, e use isso a seu favor. Mentalizo que nas suas horas de almoço você tire um tempo pra pensar na vida e nas pessoas que fazem parte dela, mesmo que eu já não faça. Sejam lá dez ou quinze minutos, te farão bem. Mentalizo que seja compreensivo com os que já lhe fizeram mal um dia - e sei que me incluo nesses poucos -, mas que seja forte o bastante pra perdoá-los. E perdoe-se de vez em quando.
Por fim, mentalizo que um pouco antes de dormir, você lembre de mim com carinho. Um pouquinho só, não mais que os dez ou quinze minutos da hora do almoço. E então durma...

Felicidades!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Então,

É arriscado demais ter que desmoronar o próprio coração para reconstruir o de alguém. Não é?