Embora eu não tenha lá meus trinta anos de vivência, é inevitável que o dia de hoje se torne saudoso, em todos os sentidos. O dia das crianças traz uma alegria e uma simplicidade inquestionáveis, como se todos nós quiséssemos voltar a ser pequenas criaturinhas saltitantes com uma vida sem preocupações ou aborrecimentos. E essa vontade não está relacionada apenas aos mimos e presentes ganhos, mas também à idéia de poder deixar de lado determinadas responsabilidades.
Tornar-se responsável por suas próprias escolhas é uma tarefa árdua e diária. Nos acostumamos a ter sempre alguém ao nosso lado, dando palpites a todo instante e em qualquer situação. Nos primeiros anos de vida nossas mães escolhem basicamente o que somos, o que iremos vestir, comer, a que horas iremos sair, com quem iremos nos divertir, dentre tantas outras situações que me fogem a memória. Algum tempo depois nos tornamos responsáveis por decidir pequenos detalhes, como por exemplo, a vestimenta, a comida, e o falar. O falar de uma criança é, de fato, incontrolável pelas mães, e isso as deixa profundamente irritadas. E ainda que possamos escolher nossas roupas, o que é uma grande vitória para as crianças, nossos pais insistem em "dar pitaco" em todo o resto que achamos que podemos decidir, e, a partir dai, ficamos indignados com a idéia de que nossos criadores não confiam em nós e em toda a nossa responsabilidade aos oito anos de idade.
Passado a época de quase nenhuma preocupação, chega a tão esperada e temida adolescência. O ápice da loucura, do desenvolvimento, da euforia. Acreditamos e colocamos as mãos no fogo pelos nossos ideais – sem ouvir opiniões alheias -, que julgamos como fatos consumados. E a partir disso, nossos pais passam a não saber de mais nada. Não sabem o que é uma roupa “na moda”, uma comida gostosa, um cabelo legal. Eles não sabem... Nós que sabemos!
Os anos se passam, as velinhas se apagam, as responsabilidades crescem numa velocidade assustadora. E então percebemos o quanto era bom poder não escolher o que vestir, o que fazer, o que comer, mas aí já é tarde. A responsabilidade do amanhã ainda se encontra intacta: acordaremos, iremos estudar, trabalhar, crescer e nos tornar alguém que um dia poderá tomar decisões por uma outra criaturinha que precisará de nós. Feliz dia das crianças!
terça-feira, 12 de outubro de 2010
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Cansar
Há tempos que cansam. E talvez tempos como esse devessem chegar com uma frequência quase que em mesma proporção dos tempos em que você não se cansa. Pelo simples fato de que cansar é normal, e a demonstração do cansaço não é um ato pecaminoso. Tem dias que realmente cansa. Cansa acordar cedo, tomar banho no frio, se enrolar numa toalha que nada aquece e correr por toda a casa até chegar ao quarto. Cansa ter de fazer o café, pentear o cabelo e ir ao colégio/trabalho. Cansa estar em sala, cansa estar em casa. Cansa conversar e estar sozinho. Cansa não querer, não saber. Saber e não querer. Querer e não saber. Cansa usar dois pares de meia e dez casacos e ainda assim sentir frio. O frio cansa. Traz uma nostalgia e uma elegância quase que irremediáveis. Mas que passam quando o frio passa.
Tem dias que cansa. Cansa a hipocrisia, a falsidade e a frieza. Sendo que essa frieza não possui relação direta com o tempo frio. O congelamento da alma tornou-se natural até mesmo em dias de sol a pino. E até isso cansa.
Portanto todos os que se dão a oportunidade de cansar recebem hoje o meu aplauso. Pois em meio a toda essa exaustão se levantaram, em tempos frios tomaram banho, se enrolaram em toalhas e foram até os quartos. Prepararam o café, pentearam o cabelo e foram ao colégio/trabalho. Ficaram em sala, ficaram em casa. Conversaram e ficaram sós. Não quiseram, não souberam. Souberam e não quiseram. Quiseram e não souberam. Usaram dois pares de meia, dez casacos e sentiram frio. Mas não desistiram. Nem da elegância e nem da nostalgia. Aplaudo em especial aqueles que realmente se cansaram da hipocrisia e da falsidade, seja em tempos quentes ou frios. E é claro, aqueles que não deixaram suas almas resfriarem, mesmo aos 13º da madrugada quase que congelante do RJ.
Tem dias que cansa. Cansa a hipocrisia, a falsidade e a frieza. Sendo que essa frieza não possui relação direta com o tempo frio. O congelamento da alma tornou-se natural até mesmo em dias de sol a pino. E até isso cansa.
Portanto todos os que se dão a oportunidade de cansar recebem hoje o meu aplauso. Pois em meio a toda essa exaustão se levantaram, em tempos frios tomaram banho, se enrolaram em toalhas e foram até os quartos. Prepararam o café, pentearam o cabelo e foram ao colégio/trabalho. Ficaram em sala, ficaram em casa. Conversaram e ficaram sós. Não quiseram, não souberam. Souberam e não quiseram. Quiseram e não souberam. Usaram dois pares de meia, dez casacos e sentiram frio. Mas não desistiram. Nem da elegância e nem da nostalgia. Aplaudo em especial aqueles que realmente se cansaram da hipocrisia e da falsidade, seja em tempos quentes ou frios. E é claro, aqueles que não deixaram suas almas resfriarem, mesmo aos 13º da madrugada quase que congelante do RJ.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Por viver
Vivamos!
E mais, tenhamos fé.
De modo a não desistir em meio aos obstáculos
E mostramo-nos presentes independente de medo ou preguiça
Cuidemos!
Dos nossos familiares e amigos próximos
E tenhamos compaixão por aqueles que não nos desejam o bem
Sem deixar que tal sentimento nos sufoque ou contamine
Amemos!
Que de amor é feito a vida,
E a felicidade jamais nos acompanhará a solo
De maneira tal que entre os sentimentos existe uma parceria, uma espécie de familiaridade
E que durante toda essa caminhada amemos por simplesmente amar,
Cuidemos por simplesmente cuidar,
Sem esperar nenhum tipo de recompensa ou reciprocidade
Mas que jamais vivamos por simplesmente viver
Mais uma vez,
Vivamos!
Como se pudéssemos ser melhores a cada escolha
E como se cada novo caminho nos trouxesse um pouco mais de sabedoria e paz.
E mais, tenhamos fé.
De modo a não desistir em meio aos obstáculos
E mostramo-nos presentes independente de medo ou preguiça
Cuidemos!
Dos nossos familiares e amigos próximos
E tenhamos compaixão por aqueles que não nos desejam o bem
Sem deixar que tal sentimento nos sufoque ou contamine
Amemos!
Que de amor é feito a vida,
E a felicidade jamais nos acompanhará a solo
De maneira tal que entre os sentimentos existe uma parceria, uma espécie de familiaridade
E que durante toda essa caminhada amemos por simplesmente amar,
Cuidemos por simplesmente cuidar,
Sem esperar nenhum tipo de recompensa ou reciprocidade
Mas que jamais vivamos por simplesmente viver
Mais uma vez,
Vivamos!
Como se pudéssemos ser melhores a cada escolha
E como se cada novo caminho nos trouxesse um pouco mais de sabedoria e paz.
domingo, 1 de agosto de 2010
O Astro Hollywoodiano

"Gravar no Brasil foi bom, pois pudemos matar pessoas, explodir tudo e eles (os brasileiros) dizem obrigado", diz Sylvester Stallone, no painel de divulgação de seu filme Os Mercenários, durante a Comic-Con 2010. E se complicou ainda mais: "Obrigado, obrigado e leve um macaco!", disse, imitando a voz de uma pessoa simplória.
Certamente, há inúmeros comentários infelizes (assim como o de Sylvester Stallone) que deveriam ser expostos em outdoors gigantescos em pleno centro das grandes e também das pequenas cidades do Brasil. Quem sabe dessa forma a população pudesse criar a capacidade de desenvolver uma memória que trabalhasse em longo prazo, ou até mesmo um alto poder de crítica às pessoas que se julgam melhores em termos de cultura/educação/convivência (deixando claro que a crítica não está relacionada ao desrespeito). Os comentários do magnífico não pararam por ai, não satisfeito com tudo o que já havia dito, o astro hollywoodiano completa: “Os policiais de lá usam camisetas com uma caveira, duas armas e uma adaga cravada no centro; já imaginou se os policiais de Los Angeles usassem isso? Já mostra o quão problemático é aquele lugar”.
Pois bem, li uma reportagem sobre o assunto em que dizia que o ator conseguiu despertar a ira de inúmeros brasileiros, que após tais comentários sentiram-se ofendidos, e todo aquele blá, blá, blá sem fim. E o que mais me chamou a atenção na tal reportagem feita por "brasileiros indignados” foi a frase de início, realmente chocante, que dizia: “Uma série de declarações infelizes sobre o Brasil durante a Comic-Con despertou a ira dos internautas brasileiros, e colocou Sylvester Stallone no topo da lista dos assuntos mais comentados no Twitter no país e no mundo, o que obrigou o ator a pedir desculpas no fim da tarde”. Isso é mesmo pra ser levado a sério? O protesto brasileiro transformou-se em comentários no Twitter, e a população realmente pensa que o astro se sentiu comovido por tal "manifestação". A situação está realmente problemática, Sylvester. Não há almejo por mudanças, há apenas pessoas “twittando” sem parar e achando que isso fará alguma diferença no futuro do país, ou até mesmo na sua vida. E talvez seja esse o motivo pelo qual os estrangeiros sentem-se tão a vontade ao falar do nosso Brasil sem o mínimo de respeito possível, já que o máximo que faremos será xingá-los no Twitter, e esquecer por completo o ocorrido na semana seguinte. No fim da tarde, após toda a manifestação brasileira nada plausível, Sylvester Stallone deu o seguinte depoimento: “Eu peço desculpas sinceras às pessoas do Brasil. Todas as minhas experiências no Brasil foram fantásticas e eu disse a todos os meus amigos para filmarem lá. Ontem, eu tentei falar algo engraçado, só que me expressei mal. Eu não tenho nada além de respeito por esse grande país que é o Brasil. Mais uma vez, peço desculpas. Amor, Sly”.
Os comentários no Twitter terminaram, Sylvester. Está perdoado.
domingo, 11 de julho de 2010
O Formspring
Há inúmeras razões para que deixemos de dialogar. Hoje, uma delas é a Internet. As tantas descobertas e inovações do meio tecnológico nos trazem, a cada dia, um impulso para que não mais tenhamos tempo para atividades que antes eram rotineiras, e que hoje podem ser consideradas extremamente raras.
O meu intuito na criação de um blog não é influenciar o pensamento dos leitores. Sendo assim, hoje, venho falar sobre o mais novo e espetacular meio de “comunicação” criado: o Formspring. Não vejo motivo plausível algum para que haja a criação do mesmo. E discordo plenamente da idéia de que esse seja mais um avanço do século XXI. Penso que não haja nada mais desgastante do que chegar em casa, ter de ligar o computador, e ainda responder às perguntas de pessoas que você mal sabe quem são, e que, por vezes, não querem simplesmente fazer uma pergunta. Estão ali justamente pela má intenção de criar um tipo de aborrecimento ou ofensa. E acredito ainda que o ser humano "moderno" procura mais e mais meios para se aborrecer, de modo a pensar que os naturalmente existentes não sejam o suficiente para tal. O meu objetivo aqui também não é ser hipócrita, jamais diria que não estou incluída nesse universo de pessoas que de uma forma ou de outra ainda se tornam alienadas por esse tipo de tecnologia. Sou, sim, como qualquer pessoa de 17 anos, normal, que gosta e acessa a Internet. (E que, por sinal, também não tem tanta afinidade ou facilidade no ato de dialogar.) Mas que se sente muito, muitíssimo orgulhosa, eu diria, por reprovar por completo a idéia de que respostas de perguntas inúteis irão me tornar um alguém melhor ou mais integrado à sociedade.
As verdadeiras curiosidades, ou até mesmo as respostas mais interessantes ou inteligentes não se encontram num site de relacionamentos. Com isso, as pessoas que realmente se importam com você jamais irão esperar o computador ligar para que possam fazer uma pergunta que as afligem. E, é claro, o ato de responder às tais “perguntas inúteis” por meio de palavras atravessadas também não o fará o herói do momento, já que a partir da criação do Formspring, você já estará, definitivamente, exposto a qualquer tipo de pergunta que possa ou não ser de caráter ofensivo.
Mais uma vez, espero não influenciar o pensamento de nenhum leitor, já que uma sociedade plural é muito melhor do que uma sociedade em que todos pensam igual.
Muito obrigada.
O meu intuito na criação de um blog não é influenciar o pensamento dos leitores. Sendo assim, hoje, venho falar sobre o mais novo e espetacular meio de “comunicação” criado: o Formspring. Não vejo motivo plausível algum para que haja a criação do mesmo. E discordo plenamente da idéia de que esse seja mais um avanço do século XXI. Penso que não haja nada mais desgastante do que chegar em casa, ter de ligar o computador, e ainda responder às perguntas de pessoas que você mal sabe quem são, e que, por vezes, não querem simplesmente fazer uma pergunta. Estão ali justamente pela má intenção de criar um tipo de aborrecimento ou ofensa. E acredito ainda que o ser humano "moderno" procura mais e mais meios para se aborrecer, de modo a pensar que os naturalmente existentes não sejam o suficiente para tal. O meu objetivo aqui também não é ser hipócrita, jamais diria que não estou incluída nesse universo de pessoas que de uma forma ou de outra ainda se tornam alienadas por esse tipo de tecnologia. Sou, sim, como qualquer pessoa de 17 anos, normal, que gosta e acessa a Internet. (E que, por sinal, também não tem tanta afinidade ou facilidade no ato de dialogar.) Mas que se sente muito, muitíssimo orgulhosa, eu diria, por reprovar por completo a idéia de que respostas de perguntas inúteis irão me tornar um alguém melhor ou mais integrado à sociedade.
As verdadeiras curiosidades, ou até mesmo as respostas mais interessantes ou inteligentes não se encontram num site de relacionamentos. Com isso, as pessoas que realmente se importam com você jamais irão esperar o computador ligar para que possam fazer uma pergunta que as afligem. E, é claro, o ato de responder às tais “perguntas inúteis” por meio de palavras atravessadas também não o fará o herói do momento, já que a partir da criação do Formspring, você já estará, definitivamente, exposto a qualquer tipo de pergunta que possa ou não ser de caráter ofensivo.
Mais uma vez, espero não influenciar o pensamento de nenhum leitor, já que uma sociedade plural é muito melhor do que uma sociedade em que todos pensam igual.
Muito obrigada.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Brasil Brasileiro

Definitivamente, a época que mais me chama atenção em termos de exaltação popular é a Copa do Mundo. Nada pode mexer mais com o sentimento de um brasileiro além do futebol, e a visão romântica da "Pátria amada" que nasce dentro de nós é brilhante, quase contagiante. Acredito que até mesmo os que não são brasileiros fariam de tudo para se tornar nesse momento tão magnífico, mesmo com todas as controvérsias.
O Brasil brasileiro, do samba e do futebol tão conhecidos em todo o mundo, hoje, se une em uma única torcida, formando uma Identidade Nacional jamais vista.
Aliás, vivendo em tempos modernos, é emocionante estar numa época em que o povo ainda pode comemorar como um todo, deixando de lado a idéia de “individualismo” que ainda cresce dentro de nós.
O Ufanismo chega brilhar nos olhos, e até mesmo as latinhas de guaraná se adequam à época vivida. As lojas ganham um outro tom, em verde e amarelo, assim como colégios, e qualquer barzinho de esquina, que, agora, tem a cara do Brasil. Em qualquer lugar que passemos, é impossível que não vejamos pelo menos uma bandeira gritante, ou um brasileiro ansioso para o dia de 10 Junho, com chapéus verdes, unhas amarelas ou até mesmo com o próprio uniforme da seleção já em prática, pronto para uma primeira comemoração, dentre outras tantas que ainda virão. Estaremos unidos, formando enfim uma única torcida de um povo que já não se lembra mais como comemorar uma vitória. E isso é emocionante, quase lírico.
Desejo a todos uma maravilhosa Copa do Mundo, e que venham muitas comemorações e vitórias para o nosso país, regadas de muito amor e patriotismo.
“Brasil!
Meu Brasil brasileiro
Meu mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos
O Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingar
O Brasil, do meu amor
Terra de Nosso Senhor...”
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